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Autor Tópico: Rusgas Policiais , Eficiencia Judicial  (Lida 621 vezes)
jpina
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O voto é um acto democrático...

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« em: 06 de Janeiro de 2010, 15:58 »

na sequencia do topico que coloquei na secção jornais aproveito para lençar a discussão sobre o facto de mesmo havendo rusgas policiais e detidos na sequencia dessas rusgas, mais de 70% dos casos esses detidos irem dormir a casa mesmo com crimes graves...

Esta situação na minha visão é inaceitavel, visto que cada vez temos uma eficiencia judicial menor e uma credibilidade judicial menor a cada dia que passa.

noticia integral no link http://politicamente.org/index.php?topic=83.msg724#msg724

« Última modificação: 06 de Janeiro de 2010, 16:00 por jpina » Registado

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« Responder #1 em: 07 de Janeiro de 2010, 18:26 »

JPina ha assuntos que infelizmente não tém qualquer potencial de discussão.

Este por exemplo, individuos apanhados com quantidades de droga significativas, indiciando o acto de trafico, armas.. artigos roubados. Ou seja descobre-se um antro de crime, leva-se á esquadra para picar o ponto e coloca-se as pessoas na rua.

Como é possivel discutir isto? acho que a situação actual é "sem palavras", não ha ninguem no universo que consiga defender este estado de coisas.

Não compreendo as razões de o Estado não mudar isto, esteja o problema nas leis, esteja no sobre-lotamento das prisões.

Relembrem-se que o governo anterior de Sócrates lançou legislatura de forma a dificultar a prisão, e facilitar as saidas de criminosos para a rua. Agora pergunto, ou Sócrates é muito ingenuo, ou então deve gostar que a sua população seja roubada. Porque se ele fizer uma ligação entre essas leis facilitistas, e o aumento da criminalidade, faria o que qualquer bom político faria, que seria apertar o cerco á criminalidade, com novas leis e com mais equipamento e capacidade de acção ás polícias. Se ha problema de sobre-lotação das prisões, construam-se mais.

Pode parecer política facil.. mas o que ha mais para fazer? nada.. é só isto..
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« Responder #2 em: 08 de Janeiro de 2010, 00:18 »

Raw o que queria lançar a discussão era mesmo sobre as intervenções da policia e dessas intervenções "retirar" a Eficiencia judicial que no meu ponto de vista cada vez e menor, a ideia era discutir possiveis soluções para este problema...
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« Responder #3 em: 08 de Janeiro de 2010, 16:57 »

Boas

JPina eu quando disse "JPina ha assuntos que infelizmente não tém qualquer potencial de discussão." não foi uma critica á tua ideia de iniciar esta discussão, foi uma critica ao proprio assunto, atenção! Isto porque este problema mereçe até bastante foco.

Peço desculpa se entendes-te mal a minha expressão. Ao dizer que não tem potencial de discussão, é por eu achar que é uma questão bastante simples, onde a raiz do problema não está na sua teorização e análise, mas sim em avançar com leis protectoras do trabalho policial, e defesa da população, através de formas justas de julgar os crimes, que foi para isso que foram criadas as leis.

Trouxe á mesa de debate tambem as mudanças que o PS fez, que vão contra o que é fazer justiça e cobrar penitênçia. Aliado a um dos problemas que penso eu, estar de certeza está ligado a toda esta situação, nomeadamente a sobre-lotação das prisões, porque a verdade para mim é que já temos um Estado que faz contas na justiça, e começa a selecionar quem manda para a cadeia.. por questões financeiras.
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« Responder #4 em: 08 de Janeiro de 2010, 17:13 »

Citar
temos um Estado que faz contas na justiça, e começa a selecionar quem manda para a cadeia.. por questões financeiras.

Raw aqui concordo sendo que esta situação ao ser real é mais um exemplo da "podridão" que marca cada vez mais o estado da governação em portugal , é no minimo demagogico.
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josefernandes
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« Responder #5 em: 09 de Janeiro de 2010, 17:39 »

Realmente e sem entrarmos num sistema judicial-securitario género Singapura, penso que seria possivel obter  maior garantia  para o cidadão comum.Acredito e compreendo que não seja possivel ou desejavel uma prisão preventiva para muitos ( a maioria  Chocado ) dos casos levados perante o juiz, para grande desanimo dos investigadores policiais.Sei que para tal entram em causa factores diversos (perigosidade(?), reincidencia, questoes de idade, etc ja para não falar da visão pessoal e  estado de espirito desse juiz..) mas pessoalmente é minha ideia que todo o crime que tenha a ver com a integridade fisica de terceiros deve ser prioritariamente em relação a outros, sancionado sem falha (seja com prisão preventiva ou com 'bracelete electronica' em casos menos graves )...pôr em causa a vida ou a saude de alguém é um crime que não posso aceitar seja encarado de animo leve, e só quem não sofreu atentado a sua integridade pessoal pode pensar que se trata de um crime como outro qualquer...
Por isso, este tipo de crime deve ser combatido com o maior rigor da lei.Se não há exemplo realmente duro que faça temer o desrespeito pela segurança fisica a que cada um de nós tem direito desde que nascemos(e que nenhuma indemnização pode 'pagar' ao contrario de um 'roubo vulgar'), então dificilmente poderemos esperar obter uma melhor segurança e respeito pela pessoa  no futuro...
Dito isto (e até porque falei em Singapura) não sou de todo a favor da pena de morte nem de castigos corporais irreversiveis (incluindo cortes de mãos como ainda é feito em alguns paises orientais), mas não posso deixar de pensar se alguns dos antigos castigos praticados em Portugal até ao séc XIX, pelo menos, e conforme os casos, não teriam o seu valor dissuasor...e refiro-me a 'deportação' e 'expulsão imediata e por longo prazo do territorio nacional', a regime de trabalhos mesmo 'forçados' a bem da colectividade, e/ou medidas verdadeiramente constrangedoras da sua liberdade mesmo que não ficando numa prisão classica...
Mas também sei que o excesso de 'garantismo' nos 'direitos' tal como agora é defendido e consagrado nunca o permitiria (repare-se como mesmo uma expulsão do territorio portugues apos cumprimento de pena raramente é consagrada e menos ainda executada em sentença)...mas mesmo assim não posso deixar de notar que afinal, e isso passa-se por exemplo até na graduação do direito na defesa de vida pessoal ou resposta a agressão, as vitimas são as que menos 'garantias legais' podem esperar obter(sejam financeiras,  médicas ou psicologicamente compensatorias como é sabido) ...e esse é um ponto por que todos nos deveriamos bater.
Cumprimentos
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« Responder #6 em: 09 de Janeiro de 2010, 22:32 »

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Mas também sei que o excesso de 'garantismo' nos 'direitos' tal como agora é defendido e consagrado nunca o permitiria (repare-se como mesmo uma expulsão do territorio portugues apos cumprimento de pena raramente é consagrada e menos ainda executada em sentença)...mas mesmo assim não posso deixar de notar que afinal, e isso passa-se por exemplo até na graduação do direito na defesa de vida pessoal ou resposta a agressão, as vitimas são as que menos 'garantias legais' podem esperar obter(sejam financeiras,  médicas ou psicologicamente compensatorias como é sabido) ...e esse é um ponto por que todos nos deveriamos bater.

Olá Josefernandes, seria possivel explicar esta parte ? nao consegui perceber o que queria dizer... de resto concordo a 100%
cumprimentos
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« Responder #7 em: 14 de Janeiro de 2010, 17:55 »

JPina penso que sejam 2 questões diferentes, relacionadas pela garantia de direitos ao agressor, e a falta dos mesmos á vítima.

Existe uma questão que tambem pode ser levantada nesta discussão, no que refere aos equipamentos da polícia.

No meu entender é preferível ter 100 polícias bem equipados, do que 500 mal equipados. Veja-se por exemplo nos EUA, os carros de patrulha tém cameras, os polícias são equipados com pistolas-taser, entre outras coisas.

Ora so essas duas que inumerei, fariam uma diferença enorme no trabalho da polícia, para questões de provas, a camera seria fulcral, e para uma intervenção no terreno mais eficaz, uma pistola-taser, faria a diferença. Veja-se que um polícia em Portugal, disparar uma arma é preciso ser dia santo, no entanto com um taser, a história era outra, e os próprios criminosos iriam se aperceber disso, ou seja o medo da polícia e consequentemente o respeito pela mesma, iria aumentar, e isso por consequência iria ajudar á diminuição da violência direcionada á polícia. A primeira coisa que não podemos aceitar é violência contra a polícia, porque entre isso e um estado de caos, vai um passo muito curto.

Algo que tambem deveria ser implementado, seria pelo menos 1h de treino físico para todos os polícias de terreno por dia. Repare-se que se formos a avaliar a garantia da segurança das pessoas e a eficácia da intervenção polícial, ambas podem ser reforçadas com esta medida, porque acho que ser protegido por um membro policial fora de forma ou por um membro policial em forma, vai uma grande diferença, não só prático mas teórico, porque sempre que o respeito pela força policial aumenta, o crime diminui.
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