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Votação
Pergunta: Quanto tempo de Governo terá José Sócrates?  (Votação encerrada: 19 de Junho de 2010, 11:13)
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Autor Tópico: Entrevista de Campos e Cunha á visão  (Lida 175 vezes)
RaW
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« em: 20 de Maio de 2010, 11:13 »

Antes de ser colocado um excerto da entrevista, é pedido neste fórum tanto um comentário ás palavras de Campos e Cunha, como tambem o voto sobre a questão, Quanto tempo de Governo terá José Sócrates?.

O primeiro ministro das Finanças de José Sócrates diz que Portugal passou a ser uma “espécie de protectorado da Alemanha” , o que não é necessariamente mau; que a situação financeira do país chegou a um ponto que “não imaginaria que fosse possível”; que as medidas de austeridade aprovadas na semana passada são o "dobro do que seria necessário se tivessem sido iniciadas em Dezembro" e que daqui a cinco anos ainda vão continuar a ser necessárias.

Em entrevista à revista “Visão”, Luís Campos e Cunha confessa que, apesar de ser frequentemente apelidado de “tremendista” e de “pessimista”, nunca imaginou que fosse possível o país resvalar para a situação em que está. “Como português, tenho pena, mas passámos a ser uma espécie de protectorado da Alemanha, do ponto de vista financeiro. Mas quando os nativos não se sabem governar, uma boa dose de colonialismo não deixa de ser saudável”.

A culpa, diz, é de “quem está a Governar”, mas também de “alguns partidos” que não perceberam que a situação do país “era, de facto, grave”. “É preciso que os portugueses percebam que o Estado vive, há vários anos, numa situação parecida com o esquema da Dona Branca. Ou seja paga a dívida e os juros com nova dívida. É como se uma família pagasse a prestação da casa com o cartão de crédito”.

A “factura” vai levar anos a ser paga. “Julgo que daqui a cinco anos vamos ter, certamente, outro pacote de medidas austeras, parecido com o que acaba de ser anunciado”.

Campos e Cunha prevê ainda que o sector bancário, que está debilitado, seja alvo de ofensivas do exterior e não disponha de capacidade para se “defender dessa concorrência, por pura e simplesmente não terem balanço para poderem competir na concessão de crédito”. “Por alguma razão Ricardo Espírito Santo Salgado [CEO do BES] pediu [ao Governo] para adiar os grandes projectos, pois não os podia financiar, possivelmente por não ter balanço contabilístico para o fazer”.

O antigo vice-governador do Banco de Portugal, professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova e actual presidente da SEDES antecipa ainda que o Governo dure apenas mais um ano, achando “provável” que Pedro Passos Coelho, que o tem “surpreendido pela positiva”, seja a curto prazo o novo chefe de Governo.
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« Responder #1 em: 24 de Maio de 2010, 00:22 »

Votei em 1 ano, e acho que mesmo 1 ano é muito, se continuarem como estão não lhes dou 6 meses para continuarem, é incrivel como mesmo assim o povo portugues mantem a venda nos olhos...

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« Responder #2 em: 29 de Maio de 2010, 12:36 »

JPina, 1 ano é praticamente impossivel, apesar de que enfim, eu não advinho.. de qualquer forma não querendo o Cavaco Silva mandar o Governo abaixo antes da sua re-eleição, podendo depois de eleito, apenas faze-lo passado 6 meses de mandato, duvido bastante.

Fora esse cenário, tens o PSD que quererá esperar que o défice baixe e a imagem do Governo se desgaste, onde geralmente é no 3º ano que a imagem está mais desgastada na generalidade dos Governos, 3 anos de medidas pouco populares e antipatia, para na corrida do 4º ano, se tornar no ano da pre-campanha de dentro do Governo, basta até olhar para o 4º ano de Sócrates no primeiro mandato, para se perceber o que digo, acredito que o PSD faça uma moção de censura nessa altura, isto porque pode até jogar com a questão da longevidade das medidas de austeridade que ajudou a aprovar, "até 2011", podendo caso o Governo persista em mante-las, usar isso como razão central para censurar o Governo.
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« Responder #3 em: 18 de Junho de 2010, 00:24 »

Votei 1 ano, e acho esse o cenário mais provável. Menos, é difícil dado o calendário presidencial; mais, é difícil pois o governo está ele prórpio a manifestar cansaço.
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Ricardo Campelo de Magalhães
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« Responder #4 em: 18 de Junho de 2010, 11:16 »

Boas

Um ano.. não sei mesmo.. isto porque de facto o Governo parece desgastado, repetem-se as declarações contraditórias, a falta de rumo acentua-se, denota-se cada vez mais a falta de ideias e acentua-se a ideia de governo meramente de gestão.

No entanto e apesar de terem aparecido agora umas sondagens a dar já vantagem ao PSD, e passando a queda do Governo essencialmente pelo PSD (possivelmente com ajuda do CDS ou BE) temos de incluir a estratégia do PSD na decisão. Algo que tanto quanto me parece passa por dar mais tempo ao Governo, e devo dizer que pessoalmente considero que no plano estratégico não poderia ser melhor, afinal caso o PSD queira uma corrida\eleição segura, que possa até almejar a maioria absoluta, a melhor forma de o fazer é sem duvida desgastando o Governo\PS ao máximo, criando na opinião pública não uma "ponderação com queda para o PSD" mas sim uma vontade desesperante de mudar de Governo.

Enfim veremos, no entanto é claro, novas eleições que garantam um novo Governo, de preferência com novas Politicas, mentalidade fresca, começa a ser de facto urgente, e não me atrevo a dizer que isso passa pelo PSD (se bem que é MUITO provavél) isto porque não haja quem acredite que o Sócrates iria novamente a eleições, ou seja, dependerá do proximo candidato do PS.

Já neste campo, aparecendo um novo candidato PS, julgo que o unico dentro do PS que poderia varrer a má imagem do PS de Sócrates para umas novas eleições poderia passar apenas por Manuel Alegre, no entanto esse cenário não parece possivel.
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