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Politica de desemprego
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Autor
Tópico: Politica de desemprego (Lida 226 vezes)
RaW
Moderador Global
Membro de Honra
Mensagens: 506
Politica de desemprego
«
em:
06 de Maio de 2010, 16:45 »
Em foco hoje estão as alterações ao subsídio de desemprego.
Compreendo perfeitamente a necessidade de racionalizar os dinheiros para os subsídios, afinal o Estado Social não é perfeito e é impossivel conseguir que "uma mangueira apague todos os fogos ao mesmo tempo" isto porque não sendo o desemprego o unico problema, um Estado Social num momento destes tem mais problemas do que soluções, mais despesas que receitas.
Eu compreendo a redução no entanto acho que poderiam ser dadas oportunidades aos desempregados de "negociar", de forma a que eles sintam que podem dar a volta a este problema, sem que necessariamente sejam apenas forçados a receber menos, por forma a serem empurrados á força para salários de trabalho mais baixos, o que juntando os custos pessoais de ter um emprego como transportes e alimentação, custos com os filhos etc, se torna uma desvantagem enorme.
Para concluir, de facto é um direito o trabalhador descontar para ser apoiado, e quando apoiado deve manter o direito de escolher o melhor para ele.
No entanto surgiu-me a ideia, aliando a esta baixa nos subsidios, que ajudam assim a que aquelas regras de obrigatóriedade na aceitação de um emprego caso represente mais 10 20% do subsidio sejam mais facilmente executadas, poderiamos dar uma contra-partida aos trabalhadores.
Algo como perante a aceitação de trabalhos onde essa percentagem não se verifique, o trabalhador aceitando poderia escolher entre 3 planos:
1: Todos os meses que não usufruirá assim do subsidio, poderem ser contabilizados mais tarde para a sua reforma, como meses de trabalho e descontos feitos (convem nisto claro, saber de que forma se pode chegar a um valor justo para o Estado e para o Trabalhador).
Com esta medida o trabalhador poderia ver a longo-prazo os sacrificios que lhe exigem hoje, serem compensados. O Estado por sua vez consegue comprar tempo, na medida que reduz a despesa com os subsidios a curto-prazo, tempo que poderá servir para arrancar com a economia, reduzir custos, reduzir o desemprego.
2: O Trabalhador pode aceitar estes trabalhos, no entanto fica salva-guardado o valor que este recebia anteriormente de subsídio, isto para que aceitar um trabalho de salário pouco aliciante, depois não se torne num risco elevado, no sentido em que cumprido o contracto e sem aparecer novo emprego, o trabalhador acabe no desemprego, desta feita a receber ainda menos de subsídio do que recebia antes.
3: O Estado poderia tambem pagar a diferença entre ordenado e subsídio durante X meses, correspondentes aos meses a que o desempregado ainda teria direito ao subsídio, a poupança aqui com cada desempregado ronda facilmente os 70% 80%, ora eu não consigo imaginar melhor poupança, tirando as duas ideias acima é claro.
Claro que mesmo nesta situação o Estado continuaria a procura de trabalhos onde não houvesse diferença salarial, ou que o trabalhador fosse até ganhar os +10% +20%, e perante tal, o trabalhador era assim liberto do trabalho onde estava e recolocado neste posto, assim o Estado via a sua despesa com o trabalhador chegar a 0%, apartir daqui o trabalhador já dava lucro novamente.
Com esta situação poderia-se inclusive jogar, ou seja, a intervenção do Estado na procura de empregos para estes trabalhadores\subsidiarios, seria de tal forma relevante que seria dada uma prioridade enorme a estes, aquando do aparecimento de um trabalho melhor remunerado, levando aqueles que ainda no desemprego procurassem melhores salários, a aceitar este "programa", por via a serem incluidos neste quadro de prioridades.
Por fim devo dizer que, as taxas para obrigatóriedade para aceitação do emprego ou perda do subsídio parecem me elevadas tendo em conta a situação, claro que, podemos reduzi-las ou podemos fazer como a ideia 1 e 2 indicam, onde o trabalhador aceita trabalhar por menos, mas vendo mais tarde certas seguranças ou beneficios\descontos lhe serem garantidos.
Claro que estas medidas não poderiam ser levadas a cabo daqui para a frente, sem tempo, obviamente que são medidas para uma crise, o Estado não tem muito a ganhar com isto quando o desemprego é de 4 5%. Quantas ás borlas, porque obviamente já está tudo a imaginar que os trabalhadores assim, entravam e saiam de empregos non-stop para coleccionar descontos, regimo-nos pela mesma regra actual, o contracto de trabalho deve ser cumprido, em caso de despedimento pela empresa (ver motivos).
Registado
HenriqueB
Moderador Global
Membro de Honra
Mensagens: 285
Re:Politica de desemprego
«
Responder #1 em:
06 de Maio de 2010, 17:20 »
"Eu compreendo a redução no entanto acho que poderiam ser dadas oportunidades aos desempregados de "negociar""
Estás a gozar certo?
1. Sacrifício? Será um sacríficio assim tão grande
T R A B A L H A R
?
Há muito mais emprego do que as pessoas pensam. Por alguma razão os cabo-verdianos vêm todos para cá, também há uma alta taxa de imigração angolana e brasileira, países do leste.... porque será? Essas pessoas oriundas desses países exercem profissões que os refinados portugueses não se dignam e por isso ficam em casa a ver as Tardes da Júlia e a viver à custa dos outros por culpa de uma Seg. Social mal feita.
Trabalho nas obras, servir à mesa, carregar mobílias para mudança de casas, etc.
Porque é que só se vê africanos e ucranianos? Porquê?
Não é difícil a resposta.
Se fosse eu a mandar não havia subsídio para ninguém. Só para quem não tivesse MESMO dinheiro para
COMER
.
Subsídio Social de Incentivo à Perguiça.
Pena é não mo darem também a mim...
Registado
Azraael
Membro Jr.
Mensagens: 20
Re:Politica de desemprego
«
Responder #2 em:
06 de Maio de 2010, 22:53 »
Proponho uma experiência... Acabar com todos os subsídios (desemprego, RMG, etc...) durante um ano e ver a consequente redução das taxas de desemprego.
Registado
RaW
Moderador Global
Membro de Honra
Mensagens: 506
Re:Politica de desemprego
«
Responder #3 em:
07 de Maio de 2010, 00:13 »
Boas
Henrique estás a ver a questão de uma forma demasiado populista.
Estamos num Estado de direito, as pessoas tém direitos, direitos esses que lhes são dados em troca de direitos que perdem.
Nomeadamente o subsídio de desemprego passa a ser um direito apartir do momento em que a SS retira todos os meses uma percentagem do ordenado de cada trabalhador. Eu pessoalmente considero que conseguiria viver sem estas regras, porque eu próprio iniciaria uma poupança cuidada, apesar de que devo dizer que, seria MUITO complicado mesmo, se tivesse de ficar 6 7 8 meses no desemprego, acho que nenhuma poupança que venha de um ordenado de 500€ a 1000€ conseguia resistir a tantos meses, a não ser que se diga as pessoas, trabalha para comer e poupa para um dia sobreviver.
É um sacrificio sim, alguem abdicar de um direito, aceitar receber menos, aumentar as suas despesas, para ao final do mês ter menos dinheiro. A causa não deixa de ser nobre, no entanto nenhuma politica eficaz se constroi somente acente no bom-grado das pessoas, obviamente que todos olham para o seu umbigo e tém todo o direito de o fazer, quando assim o Estado admite que o façam.
Trabalhar para viver pior é um sacrificio, exprimenta colocar-te nessa situação e deixa de ver o mundo pela janela.
Nao estou a gozar quando falo de "negociar", apesar de que apresentei três soluções, não é propriamente um negocio, mas sim três oportunidades de saída. A gozar estaria eu se fosse ter com as pessoas e lhes dissesse para olharem para os cabo-verdianos etc.. ora elas tém direito ao subsídio, não o roubaram a ninguem, tém os meses descontados, é lei, e não há pseudo-argumento como a imigração que o negue.
Relativamente a imigração, deverias verificar os dados, os imigrantes estão a sair de Portugal, na verdade Portugal nunca foi lugar de preferência para ninguem, na verdade muitos só estão aqui pelas facilidades no controle de imigração.
Eu não coloco o problema da imigração dentro da temática do trabalho porque a verdade é que se fossem controladas as entradas, um dia haveria Portugueses a fazer esses trabalhos, e porque? porque a falta de procura pelos trabalhos, faz os empregadores serem obrigados a torna-la mais aliciante, seja pelo ordenado ou extras.
Novamente dentro dessa questão, gostava de perceber então o que consideras normal, um Estado financiar a educação da sua população, para depois lhes dizer que após anos de estudo, ou de carreira, ganharam um futuro brilhante a limpar retretes.
Eu não condeno a ambição de qualquer individuo que fica no subsídio de desemprego á espera de um melhor trabalho, mais qualificado, o tanto quanto ele o é.
Enfim, claro que há abusos, e estas ideias combateriam esses abusos porque fechavam mais as portas aos mesmos, baixando o diferencial de ordenado e dando algumas garantias ou contra-partidas aos desempregados para que estes avançem para um emprego, mesmo que seja menos qualificado, ajudaria a baixar o desemprego.
Uma coisa te digo, poderás dizer mil vezes "vão trabalhar seus preguiçosos" mil vezes.. que daqui a mil anos, estão lá todos sentados na mesma.
Citar
Proponho uma experiência... Acabar com todos os subsídios (desemprego, RMG, etc...) durante um ano e ver a consequente redução das taxas de desemprego.
Presumo que seja uma ironia, não so o desemprego subia, porque eram 10% da população com 0€ no bolso, como aumentava o crime e a pobreza extrema, por consequência criavamos um buraco negro na evolução educacional, social e económica no País.
Registado
Ricardo
web-Deputado
Mensagens: 176
Re:Politica de desemprego
«
Responder #4 em:
14 de Junho de 2010, 21:36 »
O Henrique é que é populista?
Eu pensei que popular era dar tudo a toda a gente e não pedir para fazerem nenhum
(estou a meter-me contigo, mas mereces...
)
Registado
O Misesiano,
Ricardo Campelo de Magalhães
HenriqueB
Moderador Global
Membro de Honra
Mensagens: 285
Re:Politica de desemprego
«
Responder #5 em:
15 de Junho de 2010, 10:34 »
Não é um subsídio de incentivo à perguiça???
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=426435
Estas pessoas podiam ao menos fazer um trabalhinho simbólico em vez de ficarem
mesmo
em casa. Mas o PS reprova, porque estas pessoas precisam de ficar em casa o dia todo sem fazer nenhum e a viver à custa dos contribuintes porque são eles o grosso dos eleitores do PS, não é verdade?
Registado
jpina
Jpina
Moderador Global
web-Deputado
Mensagens: 173
O voto é um acto democrático...
Re:Politica de desemprego
«
Responder #6 em:
18 de Junho de 2010, 08:05 »
Pessoalmente sou a favor de todos aqueles que recebem subsidio de desemprego fossem "obrigados" a ter no mínimo 3 dias de trabalho de voluntariado por semana... ao menos assim conseguia se mais "produtividade" nacional e acabava se com a chulice nacional cada vez mais vigente...
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Opiniões não se discutem compartilham se ... O Voto é um acto democrático e deve ser exercido por todos...
RaW
Moderador Global
Membro de Honra
Mensagens: 506
Re:Politica de desemprego
«
Responder #7 em:
18 de Junho de 2010, 10:52 »
Citar
O Henrique é que é populista?
Eu pensei que popular era dar tudo a toda a gente e não pedir para fazerem nenhum
Populista no sentido em que está a adoptar uma posição popular, comum, aquela ideia do "ha muitos desempregados?! vão mazé trabalhar! tirem-lhes os subsídios!"
Ora Ricardo a não ser que subscrevas o mesmo, terás de aceitar que não por aqui que passa a solução.
Enfim eu digo isto porque tento colocar-me dentro de um plano de Politicas possiveis e justas, e claro reais. Assumir que o correcto seria tirar o subsídio a toda a gente e "manda-los trabalhar" se trata de uma politica, ofende o proprio conceito de Politica.
Aceito no entanto que seja uma vontade expressa, compreensivel mas não aceite por falta de razoabilidade. Claro que seria bom poupar uns milhões na SS (que até dá lucro), problema é que o homem aparte dos animais carrega com ele conceitos de moral, justiça, solidariedade etc..
Relativamente á questão do serviço comunitário.
Á primeira a ideia pareceu-me bem, no entanto o PSD quando viu que a adesão a ideia até era positiva tratou logo de a colocar dentro de parâmetros demasiado "exigentes". Acho as coisas não devem ser feitas deste modo.
1º Será justo mudar as regras sem aceitação prévia do jogador? neste caso o jogador é o trabalhador?
Não me parece, ora o cidadão estabelece "um acordo" com o Estado, no qual ele faz descontos para vir a obter segurança na doença\desemprego\velhiçe (entre outras), ele não acordou outra coisa. Ora o trabalhador não acordou descontar, no entanto em caso de X, ter agora de fazer Y para além de descontar. No meu entender não é de todo justo e trata as pessoas como objectos ou criançinhas manipulaveis ao sabor dos tempos.
Correcto e isto se o PSD quisesse mesmo aprovar esta Politica, seria enquadra-la num plano mais liberal (como supostamente deveriam se-lo, mas não).
1º Colocar esta hipotese de serviço comunitário como voluntariado, assumindo que todos estes que aceitassem seriam colocados não num quadro de prioridades para contratação do Estado (valorização do esforço do cidadão em ajudar o Estado, amplicando-lhe um feed back positivo).
2º Caso queiramos de facto fazer regra, ou quase desta medida é simples, cria-se um novo escalão, onde quem desconta e aceita em caso de desemprego prestar apoio\serviços comunitários, os tais 3 dias etc, continua a pagar a mesma taxa para a SS, quem não quiser, paga mais 1%.
A ideia pode passar pelo contrário, ou seja, quem não quiser continua a pagar o mesmo, quem quiser prestar apoios comunitários, obtem um desconto de 1% na taxa (seria mais justo é claro).
Se existem beneficios reais para o Estado, nesta tal ideia do serviço comunitário, convem assumi-los.
Agora claro o PSD tem de responder se eles existem ou não, ou se isto não passa de uma politica meramente moralista, para dar a ideia que o Estado exige dos desempregados e que eles não ficam em casa parados. Porque tal medida a troco de 0, é apenas uma especie de caprixo.
Citar
Pessoalmente sou a favor de todos aqueles que recebem subsidio de desemprego fossem "obrigados" a ter no mínimo 3 dias de trabalho de voluntariado por semana... ao menos assim conseguia se mais "produtividade" nacional e acabava se com a chulice nacional cada vez mais vigente...
Lá está, como já dei a entender, acho que a obrigação cola mal, inclusive com a própria politica em si,
serviço comunitário
obrigatório?
lol...
Sejamos justos com as pessoas, elas mereçem escolher, criando o principio que podem retirar vantagens do mesmo, porque a essência da democracia é feita na base da escolha, quando passamos a fazer politicas sem escolha para os cidadãos sem fim, e depois disso continuamos a chamar a isto uma República democrática, ganhamos todos o titulo de hipócritas.
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