Reconheçer um erro, é o caminho para não errar, logo quando as pessoas, como aqui o fazem por exemplo, reconheçem que algo está errado, estão a contribuir (dentro das suas limitações visto que ninguem aqui tem poder de decisão) para se encontrar um caminho certo.
Concordo contigo em tudo o que disseste. Apenas acrescento que se um político assume abertamente um erro, do tipo "eu errei, peço desculpa", está completamente arrumado. Isso contribui muito para encontrar o caminho certo, mas esse político pode fazer as malinhas e desistir...
É este o problema do sistema político que existe. Se eles mentem, muitas vezes é para esconder erros, é porque não podem admiti-los senão põem em risco uma posição. Eu nem sempre estou de acordo com o Menezes, mas sei que numa entrevista perguntaram-lhe qualquer coisa acerca do futuro do PSD ou assim, e ele respondeu "não sei". Vê o que lhe aconteceu: Saltou da cadeira.
Se fosses tu, ou eu, ou a Evita, faríamos o mesmo. E creio que a Evita sabe muito bem o que diz quando escreve aqui...
Como sempre falo com experiência própria. Os meus dois bancos não fecharem, tou a trabalhar, ja recusei duas propostas de emprego, tenho comida, não vejo mais pessoas a pedir na rua do que aquelas que ja via.
Já te expliquei isto pessoalmente: Tu és bonita, és nova, és prática, empenhas-te, tens as qualidades que muitos empregadores querem. Se tivesses trabalhado numa fábrica durante 30 anos e agora fosses despedida, terias 50 anos, serias velha, "enferrujada", difícil de aturar... Queres que a contratem para onde? Para a caixa da "Natura", ou para servir no McDonalds?
Sê realista, Evita. É difícil compreender a forma de pensar de quem não vive nas mesmas condições do que tu, mas há mil e uma razões para as pessoas preferirem dar-te emprego a ti e não a outras pessoas.
No entanto, concordo contigo em como esta brincadeira da "crise" não alterou em muita coisa o modo de vida. Menos emprego, preços mais caros, bla bla bla... Isso é treta. Continuamos o mesmos, apenas temos mais coisas em que nos queixar. Se progressivamente nos reduzissem a pão e água, continuaríamos a queixarmo-nos disso, a ir ao hipermercado comprar pão e água e a dizer "no hipermercado podemos comprar tudo o que precisamos".
As coisas assim não vão lá, e tu tens razão nesse ponto...